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MacBook Pro M5: ainda o notebook a bater

A linha Pro continua o referencial de criação no Brasil. Testamos a versão M5 Max de 16" durante duas semanas em workflows reais de edição.

MacBook Pro aberto na bancada

Veredito

O MacBook Pro M5 mantém a coroa do segmento profissional. Para criadores de conteúdo, programadores e cientistas de dados, continua sendo o melhor notebook que se pode comprar — se o preço couber.

Prós

  • Performance generacional em IA local
  • Bateria 11h reais em uso pesado
  • Tela Liquid Retina XDR sem rivais
  • Portas certas para criadores

Contras

  • Preço absurdo no topo de linha
  • Notch continua incomodando
  • Pouca diferença visual desde o M3

O MacBook Pro M5 chega para consolidar o que o M-Series fez nos últimos cinco anos: estabelecer o teto de performance + autonomia no segmento profissional. Testamos a versão M5 Max de 16" com 64 GB RAM e 2 TB SSD em workflows de edição de vídeo 4K, render 3D e desenvolvimento de software.

Design

Quase idêntico ao M4. Mesmas dimensões, mesmo peso (2,16 kg na versão 16"), mesma paleta de cores (agora com a inédita "Galaxy Black"). Não há razão para mudar o que está funcionando.

Tela Liquid Retina XDR

3024×1964, ProMotion 120 Hz, brilho HDR de 1.600 nits e 1.000 nits sustentado em SDR. Calibrada de fábrica para P3 — ainda a melhor tela em qualquer laptop produzido, ponto final. O notch continua presente, e ainda incomoda em apps que não foram atualizados.

Chip M5 Max

16 núcleos de CPU (12 performance + 4 eficiência), 40 núcleos de GPU, Neural Engine de 16 núcleos. Em números:

  • Render Cinema 4D: 18% mais rápido que o M4 Max.
  • Exportação Final Cut Pro 4K: 22% mais rápida.
  • Compilação Xcode (projeto WebKit completo): 14% mais rápida.
  • Stable Diffusion local (modelo SDXL): 2,3× mais rápido.

O ganho real está na Neural Engine — para workloads de IA local (transcrição de áudio, geração de imagem, denoising) o salto é generacional.

Para quem trabalha com vídeo, áudio, 3D ou IA local, o M5 Max paga o preço em poucas semanas de produtividade.

Bateria

22 horas de reprodução de vídeo declaradas; em uso real (Final Cut Pro com timeline 4K + Slack + Chrome com 20 abas), 11 horas honestas. Ainda é o melhor da categoria. Carregamento 140 W via MagSafe enche de 0 a 50% em 28 minutos.

Portas

Três Thunderbolt 5 (80 Gbps), HDMI 2.1, SDXC UHS-II, jack 3.5 mm, MagSafe 3. A volta do HDMI e do SD foi celebrada em 2021 e continua sendo a configuração ideal para criadores. O Thunderbolt 5 já permite docks com dois monitores 6K simultâneos.

Teclado e trackpad

Magic Keyboard com Touch ID — sem mudanças. O trackpad force-touch continua sendo o melhor do mercado, e o tato dele é o que mais sentimos falta ao trocar para qualquer outro notebook.

Som

Sistema de 6 alto-falantes com graves de subwoofer. Para filmes e edição de áudio, é melhor que qualquer notebook Windows testado neste ano.

macOS Sequoia

O macOS roda fluido como sempre. As novidades de Apple Intelligence (Writing Tools, Image Playground, Genmoji) funcionam local na Neural Engine — sem latência, sem custo de cloud.

Preço

R$ 39.999 a versão testada (M5 Max + 64 GB + 2 TB). É absurdo, e é a Apple. Para a versão M5 padrão de 14" + 16 GB + 512 GB, R$ 19.499 — preço de entrada profissional.

Veredito do redator

Não há concorrente em criação de conteúdo. Para programação, é tão bom quanto qualquer Linux/Windows em hardware similar. Para uso comum, é overkill — o MacBook Air M4 já basta.

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